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A Prefeitura de Fortaleza e a reforma da reforma que não funcionou

13 junho 2009 Comente

Seis por meia dúzia. Esse é o resultado da reforma administrativa promovida pela prefeita Luizianne Lins em Fortaleza. O anunciado critério técnico era só conversa para dar ares de sofisticação ao velho truque de acomodar, com fins políticos eleitorais, aliados na máquina pública, como evidenciei no post “Fortaleza: novo secretariado, velhas práticas - ou Tin Gomes e Evaldo Lima: escolhas pra lá de técnicas.

Na verdade, essa prática é mesmo comum na política, especialmente nos dias que correm, em que a oposição míngua praticamente sem representantes e o adesismo grassa. Mas vejam o que aconteceu em Fortaleza. Segue trecho de matéria publicada neste sábado, no Diário do Nordeste. Em seguida volto a comentar:

Apesar de demorar seis meses para fazer os reajustes em torno do secretariado, cujo anúncio ocorreu há uma semana, a prefeita Luizianne Lins (PT) poderá ter que fazer novas modificações. A primeira é o vereador Elpídio Nogueira (PSB) declarar ontem que não assumirá a Superintendência do Instituto Doutor José Frota (IJF). Segundo consulta que o próprio parlamentar fez a sua assessoria jurídica, vereadores não podem assumir cargos comissionados em autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público e outras de pessoa jurídica de direito público, sob pena de perder o mandato parlamentar.

Vejam só. A situação de falta de comando está de tal forma evidente na gestão Fortaleza Bela, que nem mesmo os arranjos políticos mais simples - dar cargos em troca de apoio - prosperam. Tudo nessa administração vira motivo de constrangimento. Não por acaso, técnicos e políticos mais tarimbados evitam uma vinculação formal com a atual gestão (ver post “Oferta de emprego: procura-se político disposto a ocupar cargo de primeiro escalão na Prefeitura de Fortaleza“).

Na prática, a reforma visava abrir espaços na Câmara para que suplentes de vereadores assumissem, ou para dar, em órgãos do governo, visibilidade (e recursos) para candidatos derrotados nas últimas eleições. Rejeitados pelo eleitorado, eles teriam uma nova chance para se promover na Câmara ou em pastas menos importantes.

PS. Aviso aos ajudantes do secretário blogueiro que procuram a área de comentários do blog: voltem para o brejo vermelho, bando de cururus!

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