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Os melhores comentários sobre o terremoto em Fortaleza

Quinta-feira, Maio 22nd, 2008

Fortaleza viveu um terremoto hoje, sentido por muitos embora não por todos. No norte do Ceará, abalos sísmicos não são raros, Sobral os sofre com certa freqüência e este ano em particular a cidade tem passado por tremores constantes. Em Fortaleza, quando acontece, é sempre um reflexo de Sobral, é passar dos 4 na Richter lá, que sentimos aqui. A última vez que isso aconteceu foi em 1980, ou seja, o fortalezense anda meio desacostumado.

A melhor parte de toda essa confusão, para mim que não senti, foram os comentários postados na notícia no Portal Verdes Mares - para não me acusarem de parcialidade, procurei também na notícia do O Povo, mas lá o pessoal foi mais sisudo. Os textos estão como chegaram, sem correções:

O exagerado: Prezados Jornalistas Diante de tantos tremores de terra no Distrito de Jordão município de Sobral,na qual o tremor de onten à população disse que parecia algo se movimentar dentro da Terra.Será que se trata de um vulcão querendo entrar em erupção.

O terceiro-mundista: Estava eu na Beira-Mar fazendo meu cooper quando senti o mundo revirando e as pernas tremendo.Nunca passei por essa experiencia de terremoto mas gostei muito. Achei emocionante e fico feliz em ver o Ceará ingressar no primeiro mundo. O Ceará está de parabéns. Que venham mais terremotos.

O influenciado pela mídia: Moro na Aldeota . Por volta de 4:30 da tarde senti a cama tremer. . Demorou intermináveis 5 segundos. Foi assustador! Comentei com meu marido e percebi que ele não deu muita importância. Ao passar no Jornal das sete (verdes Mares _ na Globo) ele viu que o que eu tinha falado tinha sentido.

O apaixonado: Eu tava aqui em casa e minha mulher saiu correndo.Aí eu saí correndo atrás dela pensando que ela ia embora. Mas foi só isso mesmo.

O que eu comi hoje?: Estava no ap no 13º - era como no topo dum coquerio balançado no vento, só que estava sentado no vaso sanitário. Flatulência? Não, quando olhei um cabideiro e se mechendo então percerbi. Pensei também nos sobreviventes da China que ficaram soterrados. Pense num medo…

Um dia havia de acontecer: moro em quixada, o tremor foi tão intenso que a galinha choca finalmente chocou o ovo.

O corajoso levemente histérico: Minha garrafinha caiu no chão, no momento do tremor…nao me assustei..hahahhaa

O incrédulo: Ô NEGRADA PRA MENTIR, VÃO TRABALHAR BANDO DE VAGABUNDOS. TREMOR DE TERRA SÓ EXISTE NA CHINA, MAGOTE DE JUMENTOS.

Vendo muitos filmes de ação: TRABALHO NO QUINTO ANDAR DO SHOPING ALDEOTA, E O PREDIO TODO DESABOU, ESCAPEI PORQUE PULEI EM CIMA DE UM CARRO DE ENTULHO QUE IA PASSANDO NA RUA. VÃO TRABALHAR E DEIXEM DE MENTIRAS SEUS DESOCUPADOS.

E, para finalizar:

Até que foi bom: moro em sobral, estava dando uma, e realmente senti uma tremedeirazinha boa.

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Padre Abib e nosso pé na censura

Quarta-feira, Maio 21st, 2008

Censorship Causes BlindnessQuando o Padre Jonas Abib escreveu o seu “Sim, Sim! Não, Não! Reflexões de Cura e Libertação” em que prega apenas e somente o defendido pela Igreja Católica há séculos (que ela e apenas ela é a salvação e a crença em seu dogma), certamente não imaginou que seria o estopim para um dos melhores debates sobre liberdade de expressão do ano, até agora.

A justiça baiana determinou, no dia 17, o recolhimento do livro por, resumindo, não ter uma visão lá muito positiva sobre outras religiões. O que, de resto, o catolicismo nunca teve mesmo. O caso está rendendo uma boa conversa em três posts do blog Censura Não!:

Atenção particular para os comentários, interessantes pelo que alguns têm de incorentes como aqueles que defendem a tolerância e a proibição do livro, na mesma linha do texto.

A quem interessar, neste caso, estou com o Padre, ele tem todo direito de pensar e escrever o que bem entender, inclusive as bobagens dogmáticas da Igreja.



Creative Commons License photo credit: Andréia

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Ah, os franceses

Quarta-feira, Maio 21st, 2008

Enquanto a administração do metrô parisiense tenta descobrir como o fotógrafo Jam Abelanet conseguiu fazer algumas das imagens mais provocantes em público (e em um metrô) para o seu Fantaisies Souterraines, nós podemos aproveitar um pouquinho do que será publicado apenas no livro. Consta que algumas imagens foram modificadas digitalmente. Eu vi todas e se houve alteração, quem fez é o melhor operador de Photoshop da história.

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Ovos, ovos, ovos em Steve Ballmer

Terça-feira, Maio 20th, 2008

Um estudante húngaro fez o que muitos adorariam fazer, jogar ovos no CEO da Microsoft, Steve Ballmer. O protesto foi contra os gastos da Hungria em licenças do Windows em universidades… Esse povo (radicais de qualquer bandeira) é um tanto míope, não pelo fato de não ter acertado um ovo sequer, mas o alvo do protesto não deveria ser o governo do país? Afinal, ninguém forçou ninguém a comprar nada e alternativas viáveis não faltam.

Via DownloadSquad compartilhado por Danilo da Silva.

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No luto Chinês, nada de riso

Segunda-feira, Maio 19th, 2008

Em um momento raro e em outro digno das nossas repúblicas de bananas, o governo chinês, em menos de 24 horas, abriu as portas para que a imprensa, blogueiros e mortais divulguem o máximo possível de informações sobre o terremoto e as demandas especiais da população, segundo relato da Wired, e determinou que todos os sites fechem suas editorias de entretenimento, ou seja, nos próximos três dias de luto, nada de frivolidades.

Talvez faça sentido. Mas, entretenimento, riso, não deveriam ser entendidos também como uma das inúmeras necessidades especiais de um povo que viveu uma tragédia desse porte? Isso me parece muito aquelas situações de morte na família em que as crianças não podem ver desenhos animados porque todos devem, necessariamente, sofrer.

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Dando a luz a si mesmo

Domingo, Maio 18th, 2008

A imagem do post, completa, é tão grotesca que não vou publicar inteira aqui, você vai ter que clicar nela para ver. Em resumo, é uma fantasia em que, segundo a criadora, a pessoa dá a luz a si mesma. Acredito que seja uma das imagens mais bizarras que vi em toda minha vida, perdendo talvez, apenas, para o 2 Girls and 1 Cup. Infelizmente, não encontrei qualquer informação sobre a mente criativa por trás (ou melhor, à frente) desta obra-prima.

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Tá liberado, agora você pode acreditar em ETs

Quarta-feira, Maio 14th, 2008

Hoje o chefe de astronomia do Vaticano (nem sabia que padres podiam olhar para o céu de forma tão profana, com telescópios), Rev. Jose Gabriel Funes, disse que não há problema nenhum em acreditar na existência de “irmãos” extraterrestres, mesmo aqueles que possam ter alguma inteligência, afinal, um amigo imaginário a mais ou a menos não vai fazer diferença nenhuma (desculpa, não resisti).

A afirmativa do Reverendo, na verdade, é de uma importância rara de se ver no Vaticano. Ele não só diz que não há motivo para crer que vidas em outros planetas possam existir, como declara que a Bíblia não é um livro científico e que o Big Bang é a explicação mais provável para a criação do Universo. Se ouvido por todos os beatos obscurantistas do mundo, Jose Gabriel Funes pode ter dado um passo essencial para o fim dessa divisão cretina entre religião e ciência.

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  • <a href="http://blog.blogueisso.com/2007/07/13/tenha-um-blog-cabeca/" title="Tenha um blog cabeça, v

Responda, você ainda lê jornais em papel?

Segunda-feira, Maio 12th, 2008
The Paper Boy
Creative Commons License photo credit: from a second story.

A pergunta é inspirada pelo post do Online Journalism Review, que a dividiu em duas: quantos jornais em papel você lê hoje e quantos você lia em 1998. Por lá o resultado está nos 52% que não lêem nenhum atualmente contra os 33% de 1998 (números provisórios, as enquetes ainda estão abertas).

Minham respostas foram nenhum para hoje, embora eu leia muitos, são todos online; e um para 1998, quando eu já trabalhava em internet mas tinha assinatura da Folha de São Paulo (não me perguntem o motivo de eu ter essa assinatura, não lembro). Mais de um só até 1996, quando lia os locais, o Estadão e a Folha, religiosamente, sujando os dedos.

Fiquei curioso em saber como estaria esse índice por aqui, portanto, por favor, quem puder responder, responda. As enquetes serão fechadas no dia 19, próxima segunda, quando publico o resultado.

Quantos jornais em papel você por dia?
( polls)

Quantos jornais em papel você lia por dia em 1998?
( surveys)

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Não se faz mais cinema como antigamente

Segunda-feira, Maio 12th, 2008

Não, não é um post saudosista, é mais no sentido do impensável que seria, com nossos bons modos, olhares repreendedores e mania de simplificação, filmar algo como Calígula (Tinto Brass) ou Saló (Pasolini) nos dias de hoje. O cinema, nas últimas duas décadas, se transformou em um amontoado do que os hippies chamariam de caretice. É simplesmente inimaginável, por exemplo, um bom moço como Brad Pitt participar de uma cena de fist fucking como fez Malcolm McDowell em 1979. Ou Angelina Jolie se submeter ao mesmo que Helen Mirren sob a batuta de Brass. Quem nunca viu Calígula, sempre se surpreende como ele foi “moderno”.

Nos últimos meses, tenho visto filmes da década de 50, 60 que deixariam qualquer emo, daqueles que acreditam que o máximo de dualismo existencial de um homem é Peter Paker em Homem-Aranha 3, sinceramente ruborizado e com reais tendências suicidas, não esse arremedo de tristeza dos frangotes de agora.

O filme de hoje foi a gota d’água para este post, na cabeça há uns meses. Não há nada sequer semelhante em matéria de loucura, ousadia em abordar certos temas e elegância, de 1990 para cá, a Reflections in a Golden Eye, de John Huston. Guerra nas Estrelas, Sin City, O Senhor dos Anéis, Irreversível (é, aquele de trás para frente que no começo um cara mata outro com um extintor de incêndio)? Tudo coisa de boiola. Homem de Ferro? Tony Stark é uma mocinha virgem do interior se comparado ao mais sensível dos personagens femininos de Huston.

Vejam como o roteiro é telúrico. Tudo acontece em uma base militar da cavalaria americana:

Alison Langdon: para começar com a mais normalzinha. A senhora Alison teve uma filha, Chatherine, que morreu. Depois de alguns anos, sofre uma crise nervosa e com uma tesoura de jardim corta os próprios mamilos. Tem por fiel escudeiro Anacleto e é casada com o tenente Morris Langdon;

Anacleto: empregado da casa dos Langdons. A melhor definição é filipino gay histérico. É tão politicamente incorreto tentar definí-lo… eu poderia usar baixinho feio alucinado, ou negro descompesado do juízo, mas seria tão politicamente inaceitável quanto a primeira definição e não traçaria um quadro tão fiel;

Tenente Morris Langdon: uma espécie de vagabundo de farda, que acompanha a loucura da mulher (que para os médicos é apenas neurótica), a incapacidade de se aproximar dela para um chamego mais caliente (sabe como é, sem mamilos sem preliminares) e, entre um drinque e outro, durante uns passeios a cavalo muito dos suspeitos, come, sempre naquele matinho gostoso, Leonora Penderton (Elizabeth Taylor). E não, não estou brincando, Elizabeth Taylor dá geral no matinho. Mó mixuruca a bunda dela;

Leonora Penderton: é uma dondoca beberrona e falastrona, casada com o Major Weldon Penderton, a quem chifra com Morris Langdon. Tem uma fixação incomum por Firebird, cavalo por quem nutre mais carinho que pelo próprio marido ou amante. Frase do filme: “querido, você já foi colocado na coleira, arrastado para a rua e surrado por uma mulher nua?” Cara, gamei nela. Só essa frase coloca no bolso todos os 9 1/2 Semanas de Amor, com Kim Basinger, sem Kim Basinger, com quinze Kim Basingers e ainda leva de quebra a dobrada de perna da Sharon Stone em Instinto Selvagem. Leonora, além de ser um problema para o marido, desperta o interesse do cabo Williams.

L. G Williams: interpretado por Robert Forster, o cabo, quando criança, soube através de sua mãe que mulheres transmitiam doenças incuráveis, nunca tocou uma. Mas nada que o impedisse de desenvolver uma fixação por Leonora a ponto de entrar todos os dias em seu quarto, à noite, para cheirar suas roupas íntimas enquanto ela dorme. O cara é ninja. Habilitade específica: domar cavalos… nu.

Weldon Penderton: é claro que o personagem de Marlon Brando tinha que ser o mais… vejamos o quê. O professor de táticas de guerra é narcisista (ele malha e passa creminho no rosto), incapaz de controlar o que acontece em casa ou na base, sofre com a dedicação da mulher ao cavalo Firebird e por ela cavalgar (não biblicamente) melhor do que ele. Sério, a disputa não é por causa do chifre, mas pela habilidade em cima de um cavalo, é por quem tem mais poder. Não sabe que é corno, sequer desconfia. Na verdade, ele não quer nem saber. Vive na dúvida de como se tornar um líder militar e entre conjecturas sobre os métodos usados por generais como MacArthur ou Patton para se mostrarem mais fortes que os demais. A inimizade com o cavalo o leva à beira da morte, quando é salvo pelo cabo Williams, devidamente peladão, do jeitinho que a senhora Willians o colocou no mundo. Preciso dizer que Penderton apaixona-se pelo cabo?

Agora misture esse show de horrores, de neuras, culpas, taras e desejos contidos, bata e coloque nas mãos de um exímio contator de histórias como foi John Huston, cada ator melhor que o outro e você tem um filme impossível de imaginar Brad Pitt e Angelina Jolie contracenando, seria péssimo para a imagem deles de embaixadores de pelo menos metade da ONU. Não cairia bem Jolie dando no matinho enquanto Pitt olha para a bunda do cabo, nem pensar.

Não é que o cinema esteja pior, ele só está mais chato mesmo. Tecnicamente é até besteira comparar, atualmente está indubtavelmente melhor. Mas falta coragem. E lembrem, Huston em 1967, ano do filme, não era um diretor alternativo, independente, um cabeça que vinha de algum movimento estético obscuro francês, era um blockbuster americano, já tinha feito um James Bond em um Casino Royale torto escrito pelo próprio Ian Fleming e interpretado por Peter Sellers e David Niven. Já tinha rodado Falcão Maltês em 1941, A Lista de Adrian Messenger, Raízes do Mal, Moby Dick e mais uma boa dezena de sucessos. Ou seja, problemas de pessoas reais como traição, luta pelo poder, homossexualismo, divórcio, sonhos e desejos levados às últimas conseqüências e sem qualquer maquiagem alegórica, tudo o que faz da gente gente, era visto na sessão econômica de quarta-feira por todo mundo.

Quais são os sucessos de hoje? Produtos de cálculos matemáticos inseridos em um computador. A galera vai ao delírio quando Tony Stark liga seu aparelinho que faz blip, depois squeeze, pisca duas vezes e liga o retropropulsor subatômico. Algo extrememante infantil. Tem nego de 30 anos que ainda não superou a fase oral. Resultado? É mais fácil encontrar alguém vestindo uma camisa de Homem Aranha ou do Superman que um cabra que queira (ou não) falar sobre cavalos com uma mulher (enfatizo, mulher, não menina, gatinha, moçoila, não esse povo desnutrido mentalmente que gosta de Hello Kitty) no sacrossanto recesso de um motel perto do cinema logo depois, ou antes, ou quem sabe durante o filme. Mané Gandalf. Nesse aspecto o mulherio se divertia mais no tempo dos nossos pais. Agora, coitadas, elas têm que aturar marmanjo teorizando sobre a Sociedade do Anel e artigos indefinidos em klingon, tenha a santa paciência.

Mas eu passei de uma coisa para outra nada a ver rapidinho. Bom, pois é, acho que o cinema ficou medroso e tal, queria ver mais roteiros e diretores rompendo com essa do politicamente correto, tá um saco isso. Quero ver Nicole Kidman num pornô, seria uma boa maneira de compensar esses últimos 20 anos de filmes infantis que vi.


P.S.: não vi o Homem de Ferro, vou ver e tenho certeza que vou gostar como gostei de Sin City, dos dois primeiros Aranhas e do Senhor do Anéis, mas cinema, como toda arte, tem momentos absolutos e momentos comparativos. Este foi um momento comparativo. Huston É melhor que Sam Raimi da mesma forma que Picasso é melhor que eu na pintura. E na mesma proporção.

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O forró machista das raparigas

Domingo, Maio 11th, 2008

Blog do Crato - O Crato na Internet !: TEM RAPARIGA AÍ? - O Império das Bandas de Forró. - O texto de José Teles no Blog do Crato sobre o machismo no forró estilizado exemplifica bem uma dessas mudanças que vieram para deixar as coisas iguais, como diria o Tancredi de Lampedusa. A face do machismo mudou para se transformar, no Nordeste, nessa gosma de raparigas, putas e roleiras submissas do forró moderno. Taí, leitura recomendada. Eu também já escrevi sobre o assunto aqui.

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Quando o jornalismo se comporta como a máfia

Domingo, Maio 11th, 2008

AaaaaaaahhhhO conceito de máfia está estreitamente ligado a territorialidade, aos donos do quarteirão ou da vizinhança, e se estende para áreas de negócios, como a jogatina, a prostituição ou o tráfico de drogas. Quem já viu o Poderoso Chefão sabe como é, a famiglia Corleone não lidava com drogas, mas detinha o poder do jogo e das casas noturnas em Las Vegas.

Como em toda boa máfia, qualquer novato com desejos de ganhar uns trocados deve respeito aos chefes. Para operar nos arredores é preciso beijar a mão do Don sob o risco de bater as botas violentamente em um gueto escuro enquanto o chefão aprecia a encenação de Il Pagliacci.

Jornalistas muitas vezes agem da mesma forma. Vejam a última da “cena” cultural cearense. Maria Rita fez show no sábado, 10, em Fortaleza, e decidiu, sabe-se lá porque, não falar com a imprensa. Vai ver estava de lua, com escafubilose no dedão do pé, ziquizira nos ânimos, mas sua recusa gerou polvorosa nos bastidores jornalísticos. Só não ouvi chamarem a moça de moça, mas de besta e estrela para cima e adjetivos mil houve a dar na canela e no bom senso.

O que teria Maria Rita a dizer que, ao não fazê-lo, causaria sua morte instantânea nas agendas culturais da cidade, como cogitou Emílio Moreno publicamente e outros em papinhos de bar? Falar sobre como Dilma Russef se saiu bem no depoimento no Senado? E se assim fosse, o que ela teria a acrescentar sobre o assunto que um vendedor de esquina não? Falar sobre o show? Mas seu show fala por si, sua obra está lá para ser apreciada, só cabe aos críticos avaliarem se bom ou ruim. Das suas influências musicais para ficar claro, de novo, que ela nada mais é que uma médium que incorpora o espírito da mãe Elis Regina? Dar mais uma das inúmeras e sempre mesmas entrevistas que devem deixar qualquer pessoa com a paciência um pouco mais curta de saco cheio?

Não, na verdade é só prestar respeito aos capos locais, donos do poder de calar ou fazer cantar que, tal qual Don Corleone fez com Johnny Fontane, são capazes de ligar ou desligar uma carreira.

Sei, claro, que o jornalismo é repetitivo, é muitas vezes prática parecida com a do inquérito policial, já que fazer sempre as mesmas perguntas só pode ser um pacto secreto entre jornalistas para testar até onde vai a convicção de uma personalidade, mas daí a boicotar informação de serviço, sentir-se pessoalmente atingindo ou fazer julgamentos mais duros que o que se faria a um Nardoni, já é caminho diverso. Mas, graças a São Francisco de Sales, entre mortos e feridos, Elis continua a incorporar na filha e a responsabilidade de informar foi mais levada em conta que os brios feridos.
—-
Creative Commons License photo credit: tnarik

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Temas para o painel de controle do WordPress

Terça-feira, Maio 6th, 2008

A quem interessar possa, é possível, em blogs WordPress, mudar o visual do painel de controles, a parte vista apenas pelo autores dos blogs, com relativa facilidade - pelo menos de forma tão simples como instalar um plugin.

A nova versão do WP, a 2.5, trouxe um novo dashboard que acabou por se tornar alvo de muitas críticas, uma delas minha, e pipocaram novos temas para ele. Decidi catalogar os que consegui encontrar, alguns interessantes, outros nem tanto, mas sempre opções para quem deseja variar. Todos foram devidamente testados e minhas observações complementam as informações.

O WP atual tem, por default, o template que minha tradução de Portugal chama de “fresco”, com esse azul lavado da imagem e que a mim, que tenho uma certa sensibilidade à luz, não é agradável. Não é caso de gosto, mas de conforto para escrever.

Ele pode ser mudado dentro de uma instalação padrão do WP, nas opções de usuário, por um tema mais escuro, com o esquema de azul mais fechado das versões anteriores até a 2.3.3, chamada de “Clássico”. É o meu default, imbatível, por enquanto. Mas cores e estruturas podem ser alteradas profundamente, como veremos.

Leopard Admin

Criado por Teddy Hwang, o Leopard Admin é a adaptação de um tema antigo chamado WP Tiger Administration, hoje com desenvolvimento suspenso.

O Leopard Admin não modifica o esquema de cores, que permanece o mesmo nas páginas centrais, mas adiciona um moldura de navegação mais direta com os menus à esquerda e um topo mais estreito. Na minha instalação tive problemas com alguns links que pararam de funcionar, como o para as configurações do NextGEN Gallery, que ficaram inacessíveis. Se comportou bem em páginas com muito uso de Ajax, é eficiente na página de Opções e Plugins e continua em desenvolvimento pelo autor, ou seja, bugs, como esse do link, podem ser resolvidos a qualquer momento.

Fluency Admin

Foi o primeiro tema para o dashboard da versão 2.5, saiu antes mesmo do próprio WordPress. Criado por Dean J Robinson, o Fluency faz alterações radicais no funcionamento da administração.

Muda o esquema de cores para uma combinação de cinzas claros, estreita ainda mais o topo dando mais área de trabalho e a navegação é totalmente à esquerda, inclusive de janelas como a de inserção de imagens. Não encontrei falhas, a não ser as próprias cores, claras demais, mas que podem não ser incômodas para muitos usuários. Uma grande característica do Fluency é a edição do post, com atalhos para acesso rápido a outras áreas do blog e maximização do texto. Tem uma limitação, que há quem considere qualidade, funciona apenas para o Internet Explorer a partir de sua versão 8. Nada de 7, 6 ou 5, apenas 8.

Baltic Amber Themes & Schemes

O nível de customização de um sistema é diretamente proporcional à sua dificuldade de uso. O BAT&S, criado por Kaspars Dambis, segue a regra. Ele se utiliza do próprio sistema de mudança de temas internos da 2.5 para levar a inúmeras possibilidades.

Com ele é possível criar novas combinações de cores ou usar as oito pré-estabelecidas, além de fazer pequenas mudanças no layout, como topo mais ou menos estreito, mudança de posição das categorias e tags na edição e alterar o tamanho da área de texto. Para os mais volúveis que abusam facilmente de visuais, o BAT&S pode ser programado, por tempo, para alterar as cores automaticamente. Se você quiser, dá pra mudar a cada segundo.

Nele não encontrei qualquer problema.

Retro-Dashboard Admin Theme

Para os saudosistas, teimosos ou mais lentinhos que não conseguem se habituar ao novo dashboard, este plugin, feito por Mike Walsh, deixa o painel como era até a versão 2.3.3.

As mudanças são muito pequenas, realmente mínimas e não serão percebidas pela maioria. O fato é que a promessa de retornar ao layout e esquema de cores anteriores não é cumprida. É apenas um tema novo, parecido com o velho mas ou mesmo tempo muito diferente.

Não acredito que valha o trabalho de testar, mas que sejam dados os créditos e os devidos pontos positivos, é bonito e sem qualquer falha, funciona perfeitamente.

Easy Admin Color Schemes

O plugin de James Dimick pode ser muitas coisas, menos fácil como clama o nome. Assim como o BAT&S, aproveita o mecanismo existente para criar variações, vem com apenas um modelo pré-configurado, o Washedout da imagem, e uma “pegada”.

O “easy” do nome traduz-se em um editor de texto que abre diretamente os arquivos de estilo dos visuais Clássico e Fresh (ou “fresco” em instalações frescas como a minha), para mudanças no código pesado do CSS. Com este mesmo editor pode-se criar novos temas e estruturas.

Ou seja, dependendo do conhecimento do blogueiro, as mudanças podem ser radicais, mas, vamos pensar bem, há um paradoxo na afirmativa: um blogueiro que sabe editar bem o CSS, certamente não precisa de um plugin que vai servir, apenas, de editor de código. Logo, inútil para os craques que farão mudanças do tipo em seus Dreamweavers, inútil para o leigo, que precisa de tudo mastigado.

Under Construction Admin Color Scheme

Até agora citei esquemas para saudosistas, para os que preferem cores mais leves e até para os mais elegantes, chegou a vez dos loucos. Trabalho para o Under Construction Admin Color Scheme de Sean Lindsay, responsável por transformar o dashboard em um momento bucólico de recordação e nos leva a meados de 1995 quando metade dos sites estavam permanentemente em fase beta (hoje não é mais assim).

Os mais otimistas poderiam dizer que ele imprime uma festa de cores em cada mínimo detalhe das internas do WordPress, uma festa que vai desviar sua atenção, a cada segundo, do que realmente importa (escrever, ou é ganhar no Adsense?) e provavelmente causar lesões irreversíveis na sua retina, mas ainda assim, uma festa. Os mais realistas… diriam a verdade, Sean Lindsay é um piadista.

Alluric Admin

O plugin de Justin Wong é leve e não muda apenas cores, mas a própria estrutura do painel ao adicionar dropdown aos menus, o que diminui a quantidade de cliques entre uma tarefa e outra.

Cores claras, topo estreito (a tendência de se aumentar a área de trabalho) e letras menores são os três marcas mais perceptíveis do visual. Tive problemas, de novo, com alguns links que pararam de funcionar e me deixaram sem acesso a plugins importantes do blog, provavelmente algum bug dos dropdowns. Existem também alguns detalhes que parecem falta de acabamento, como textos desalinhados com ícones, mas nada que comprometa o funcionamento. Tem, de longe, a maior área de edição dentre os temas citados até aqui.

JP Admin StylishBlue

Azul, muito azul. O tema feito por Johannes Jarolim não muda estrutura e sequer altera demais as cores além de um degradé no topo.

Vale citação

WP Admin Themer Extended - não é um tema, é apenas um seletor de CSS. O plugin altera a folha de estilos padrão por outra que o usuário envie para um servidor.

P.S.: Para quem ainda não usa a versão 2.5, sugiro a leitura deste post.

1) Alguns dos plugins precisam apenas ser ativados para mudar o painel, outros precisam ser, além de ativados, selecionados nas opções de cada usuário.

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A coletiva de imprensa de Tom Waits

Segunda-feira, Maio 5th, 2008

Tom Waits, que segundo alguns faz a única música que ouço (não tá longe de ser verdade), em sua coletiva de imprensa para o lançamento da turnê Gitter and Doom Tour. Percurso surreal para um final delicioso de irônico. Todos juntos: “Pehdstckjmba”.

Via The Laughing Squid

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O que isso significa?

Segunda-feira, Maio 5th, 2008

Legenda na foto de Christopher Hitchens em matéria traduzida da Prospect, no UOL.

O jornalista e escritor Christopher Hitchens (em foto de abril de 2004). Seu ponto de partida sempre é o confronto, seu método para derrubar uma contradição, seu ponto de chegada uma posição de convicção. É essa capacidade extraordinária de convicção, desenvolvida com a velocidade e elegância de sua escrita, que fez dele o mais cintilante e perturbador jornalista britânico da geração 68.

Se eu tivesse entendido, até teria me impressionado.

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Dois vídeos curtos e bons para rir

Segunda-feira, Maio 5th, 2008

Seguem dois curtas que acabo de ver no AtomFilms. O primeiro, uma animação de Dave Chai e Steve Stanchfield, chama-se “25 Ways to Die” (25 Formas de Morrer). Minha predileta? A de João e o Pé de Feijão, quase óbvia demais, no entanto uma sacada original. O segundo é “The Babysitter” (A Babá), com diálogos em inglês, mas fácil de entender por quem não conhece a língua, dirigido por David H. Steinberg. Também outra sacada, tanto do roteirista quanto do personagem principal.

AtomFilms.com: Funny Videos | Funny Cartoons | Comedy Central

AtomFilms.com: Funny Videos | Funny Cartoons | Comedy Central

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Youtube bizarro: medo da criança

Domingo, Maio 4th, 2008

Um post curto na série Youtube bizarro: por todo esse vídeo, esperei algo sair da cabeça dessa criança, ou do estômago.

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Artigos na série YouTube Bizarro

  1. <a href='http://blog.blogueisso.com/2008/02/25/youtube-bizarro-conheca-magi-conhecida-em-video-como-mririan/' title='conheça Magi, conhecida em v

Hoje é Knuttz Day

Sexta-feira, Maio 2nd, 2008

Hoje é aniversário de Gilberto “Knuttz”, o cara por trás do Ueba e do Cybervida.

Conheci Knuttz no encontro de blogueiros que aconteceu em Fortaleza em agosto de 2007 e, sem viadagem ou menosprezo a tantas outras surpresas, conhecê-lo foi um dos melhores resultados do esforço de organizar essa espécie de barcamp, que reuniu pessoas tão diferentes quanto as que fazem a blogosfera por estas bandas.

O “professor”, como foi chamado por parte dos presentes por um bom tempo, é um sujeito seguro do que sabe, experiente, tranquilo e possuidor daqueles papos de horas a fio, perfeitos para acompanhar uma cervejada. Este post e o vídeo a seguir, pensado e organizado pelo irmão Daniel Sousa, são para desejar um feliz aniversário a ele.

Parabéns, grande Gil! Felicidades, anos e mais anos de vida e sucesso.

Participaram:

Alexandre Inagaki
Caio Novaes
Dani Koetz
Guilherme Valadares
Danilo
Luiza Gomes
Frederico Fagundes
Helton Kuhnan
Alexandre (Darkside)
Jesus
Wagner Fontoura
Flávio Lamenza
Renê
Sampson Moreira
Pedro Ivo (Pivo): Riot
Nhock
Ian Black
Marina Santa Helena
Daniel Soares
E Emanuela França comigo.

P.S.: impressão minha ou esse post saiu meio miguxo? Eu sei que saiu um tanto miguxo, digam: saiu miguxo ou não?

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Anistia Internacional pegando no pé da China

Quinta-feira, Maio 1st, 2008

As olimpíadas de Pequim prometem. Animação da Sweetworld para a Anistia Internacional via Motionographer.

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  • <a href="http://blog.blogueisso.com/2007/08/13/meus-videos-favoritos-no-youtube/" title="Meus v

Ronaldo: a quem enganar possa

Quinta-feira, Maio 1st, 2008

Agora falando sério (e um tanto atrasado) sobre esse caso do Ronaldo e os travestis - pára de rir, eu disse que era falando sério -, a quem ele está querendo enganar com essa de que não sabia da natureza sexual das criaturas? Tá, existem travestis que “até abrindo a boca” enganam, femininos à perfeição, dos que passam em qualquer teste olímpico, mas esses que o Fenômeno resolveu pegar, francamente, não passam por mulher sequer nas próprias (deles) fantasias. São caras emperucados, carnavalescos vestidos para o corso, sabe aqueles homens que se vestem de mulher para jogar futebol no sábado de carnaval? Pronto, são os novos amigos do Ronaldo. Para finalizar, dica: no Futepoca estão catalogando piadas, mas tudo muito sério, no maior respeito.

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Hoje é dia do RSS, merecedor de amor profundo

Quinta-feira, Maio 1st, 2008

RSS Awareness DayNada mais apropriado para o Dia do Trabalho do que falar sobre ferramentas que poupam trabalho, caso do RSS.

Costumo defender que depois do e-mail e da World Wide Web, o RSS foi o grande pulo do gato, o plus ultra da produtividade e da portabilidade de informações. É um pouco de exagero, mais importante para o desenvolvimento da web do que o RSS, foram e são os sites pornográficos, estes sim, verdadeiros vetores de popularização da virtualidade. Mas a realidade é que com essa pecinha-chave, não preciso visitar mais site nenhum na vida; de alguns deles, não conheço sequer o layout, já que tudo está em um único lugar, no meu leitor de RSS.

É com ele que também posso acompanhar além de sites, pessoas, o dia-a-dia de uma boa dezena delas que considero relevantes profissional ou pessoalmente, pelo Friendfeed ou Linkedin. Com ele, tudo o que eu publico, seja um novo texto no blog, um novo link no del.icio.us, um site compartilhado no shared items do Google Reader e tantas outras fontes, ganha o mundo, pouco preciso divulgar ou sair por aí enviando newsletters, mensagens de MSN (”tio, lê aqui meu texto novo”), cartinhas e notinhas porque o RSS dá asas ao que produzo.

De um lado, tudo o que é publicado chega a mim, de outro, tudo o que publico chega a quem interessa, sem perda de tempo, sem idas e vindas em sites desatualizados, direto, simples, cômodo e rápido. Para usar, um guia prático em vídeo. Nada melhor que desenhos.

Se você não usa, tá bom de renovar seus conceitos, se seu site não tem, ele não vale a pena (tá, de novo, exagero meu, muitos sites pornográficos ainda não têm RSS).

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