A Microsoft roubou da Sony o nome Xbox 360
Domingo, Dezembro 28th, 2008Precisei voltar do interior, onde estava com a família passando o imprensadão de Natal, tenho que trabalhar amanhã e terça. Né f&@#? Bom, mas depois disso, mais folga. =D
Aproveitando o ócio do domingão, para ler meus feeds, olha o que achei…

Uma incrível coincidência? Uma incrível criatividade de quem sacou isso aí, isso sim. ;)
Via Linkey’s Blog
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Terça-feira, Maio 20th, 2008Um estudante húngaro fez o que muitos adorariam fazer, jogar ovos no CEO da Microsoft, Steve Ballmer. O protesto foi contra os gastos da Hungria em licenças do Windows em universidades… Esse povo (radicais de qualquer bandeira) é um tanto míope, não pelo fato de não ter acertado um ovo sequer, mas o alvo do protesto não deveria ser o governo do país? Afinal, ninguém forçou ninguém a comprar nada e alternativas viáveis não faltam.
Via DownloadSquad compartilhado por Danilo da Silva.
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Para Ivo Gomes, usabilidade é essencial em qualquer projeto
Quarta-feira, Março 26th, 2008
Na última entrevista da série sobre usablidade web, conversei por e-mail com o consultor em usabilidade Ivo Gomes, que escreve em seu blog especificamente sobre o assunto.
A entrevista demorou a ser respondida, mas valeu a pena. Nela Ivo traça o perfil do mercado de design para web em Portugal, as tendências que ele percebe como mais significativas, erros e acertos comuns no meio, o relacionamento entre profissionais e clientes e ao final dá dicas para quem deseja se especializar em usabilidade, interação e arquitetura da informação.
As entrevistas anteriores podem ser lidas (algumas ouvidas) na página índice ou pelos links no final deste post.
Quais são hoje as tendências no design para web?
Do meu ponto de vista, cada vez mais a tendência é para agradar ao utilizador, ou seja, proporcionar uma boa experiência de navegação. A cada dia que passa, as preocupações com a usabilidade e acessibilidade são maiores, no entanto, isso por enquanto só acontece em alguns websites que têm uma expressão mais mundial. Todas as referências que tenho de webdesign actualmente são de designers que se preocupam em ter um “layout clean” e simples, seguindo os webstandards e as regras de usabilidade. Mas no dia a dia, vemos também “nascer” websites que são uma aberração completa, com mentalidade dos anos 90 em pleno século XXI.
Por isso, eu penso que, apesar da tendência ser a de termos algo cada vez mais simples e intuitivo (e também apelativo, do tipo Web 2.0), ainda existem muitos webdesigners que não estão a acompanhar essa tendência, preocupando-se simplesmente com o aspecto gráfico (nem sempre bem conseguido) e que desleixam completamente a componente de usabilidade e experiência do utilizador (já para não falar da acessibilidade).
As regras, ou como muitos gostam de considerar, recomendações de usabilidade (Nielsen, tableless, os três cliques, textos curtos, etc.) engessam o processo na criação de sites ou servem apenas como guias que podem ou não, a depender do caso, ser colocadas de lado?
Se já existir um processo consolidado de implementação dessas regras desde o início, os projectos demoram exactamente o mesmo tempo a desenvolver. Actualmente na empresa onde trabalho todos os projectos tentam seguir essas guidelines. Tentamos implementar ao máximo as regras básicas de usabilidade (não só as heurísticas de Nielsen, mas também um conjunto de outras boas práticas) e desenvolvemos sempre segundo os webstandards. Quanto aos conteúdos, normalmente são da responsabilidade do cliente, mas é dada sempre uma formação para que eles percebam que a informação também tem que ser usável, mas nem sempre os clientes seguem essas recomendações. Aquilo que é mais normal colocar de lado é um estudo prévio da arquitectura de informação. Este estudo é importante para melhorar o acesso à informação e tornar a navegabilidade mais intuitiva, mas este sim, acarreta mais custos para o cliente, que nem sempre está disposto a pagar. Normalmente o cliente quer um website novo e pronto, de preferência o mais rápido possível. No entanto, felizmente também temos clientes que preferem fazer um estudo prévio de contexto e de utilização para depois ser desenvolvido um produto de qualidade que corresponda às reais necessidades dos utilizadores. No entanto, a maior parte destes clientes apenas percebeu essa necessidade porque já tiveram más experiências anteriores em que foram implementadas ferramentas sem ser feita a análise junto dos seus utilizadores.
Como consultor na área de usabilidade, quais são atualmente as dificuldades que você enfrenta? É difícil fazer a o equilibrio entre os desejos dos clientes e as necessidades dos usuários?
Tal como falei na resposta anterior, muitos clientes não querem saber do utilizador final. Basta que tenham um website novo e bonito e que funcione no seu Internet Explorer 6. Infelizmente na maior parte das vezes temos que explicar que um website deve ser algo que possa ser utilizado por todos, independentemente da plataforma, browser ou incapacidade física. Normalmente conseguimos convencê-los, mas muitas vezes os orçamentos não chegam para tudo e optam por uma solução mais simples (sem estudos prévios) ou por outra empresa que lhes implemente um website com código dos anos 90
Felizmente, nos casos em que foram feitos estudos prévios, os resultados foram sempre bastante positivos, com aumentos de produtividade (em aplicações internas; intranets; etc) e de aumento de visitas e retorno financeiro (em websites).
Quais são os padrões mínimos que você destacaria para se fazer um site mais usável?
Algumas coisas básicas tais como conseguir destacar os links do texto sem ter que mover o rato por cima deles é essencial; manter a consistência do layout em todas as páginas; não inundar a página com informação e links (o espaço em branco permite “respirar”); não ter animações inúteis e ir directo à informação. Seguindo estas poucas regras conseguiríamos melhorar substancialmente a usabilidade da maior parte dos websites em todo o mundo.
Que sites você poderia citar como bons exemplos de design e quais você citaria como exemplos de “não faça assim”?
Convém dizer que para mim, como consultor de usabilidade e não como webdesigner, gosto de websites que sejam ao mesmo tempo agradáveis mas principalmente que sejam funcionais. Como exemplos temos o Flickr (exemplo clássico de usabilidade e facilidade de uso); o Google Maps (toda a interacção está genial); o website do meu banco MillenniumBCP (já experimentei vários bancos online e nenhum é tão fácil de usar ou tão fácil de encontrar a informação da minha conta como este. Todo o desenvolvimento do MillenniumBCP online foi feito com estudos de usabilidade); o Google Reader (a facilidade de uso fez-me mudar de uma aplicação de desktop para esta aplicação webbased em que é ainda mais fácil navegar usando atalhos de teclado); entre outros…
Quanto a websites com maus exemplos, normalmente apago-os da memória e não os uso
Como está o mercado em Portugal quanto à design para web?
Em Portugal, como no resto do mundo, existem dois tipos de webdesigners: os que estão a par das novidades e que desenvolvem (ou pelo menos tentam desenvolver) seguindo os webstandards e com preocupações de usabilidade; e aqueles que não querem saber e que continuam a usar o Frontpage (ou o Dreamweaver nos mais “avançados”) para criar os seus websites.
Felizmente, ultimamente tem-se visto uma mudança e nos novos websites já se começa a notar que houve uma certa preocupação com o utilizador, no entanto ainda se vêm algumas aberrações como por exemplo o novo website do jornal Record.pt (pode ser usado como mau exemplo na pergunta acima) que não funcionava (até há bem pouco tempo) no Safari e tem um aspecto mais parecido com um wireframe do que com um website final.
No período em que você tem se dedicado à consultoria de usabilidade, o que você sentiu de evolução na área?
Quando comecei, a usabilidade era algo considerado um extra no projecto. Quando um cliente queria desenvolver algo, nós dizíamos que por mais X€ teria também a componente de usabilidade.
Actualmente, a usabilidade faz parte de todos os projectos e muitas vezes são os próprios clientes que indicam como requisito que é necessário ter uma componente de usabilidade. Nesse ponto de vista, a evolução foi boa porque já não é preciso sermos nós a convencer os clientes de que a usabilidade é necessária porque a maior parte deles já sabe que sim.
Quais são os pontos mais polêmicos, que assuntos abordados no seu blog, geralmente fazem com que seus leitores se mobilizem mais nos comentários, quais são hoje os pontos de discordância entre quem trabalha no ramo?
Penso que quando são apontados erros de usabilidade num website bastante conhecido e utilizado por muitas pessoas, há mais comentários. Isto porque normalmente são erros muito fáceis de corrigir e as pessoas ficam indignadas de como é possível um website tão popular ter um erro tão básico e tão simples de corrigir e não fazer nada em relação a isso.
No cenário em que você trabalha, os profissionais estão preocupados com os padrões web ou ainda há muita relutância em aceitá-los?
Onde eu trabalho tenho a sorte de ter todos os profissionais conscientes de que a usabilidade é um factor essencial em qualquer projecto. Assim é frequente virem ter comigo para eu dar sugestões sobre como disponibilizar a informação em certas páginas, como colocar a navegação, etc… Além disso, todos os projectos desenvolvidos por nós passam sempre numa fase inicial pelo departamento de usabilidade e têm um acompanhamento quase constante.
Os padrões vieram para ficar?
Sim, até a própria Microsoft está a desenvolver o Internet Explorer 8 que, se tudo correr como o previsto, irá suportar os padrões web de forma correcta. Para quem trabalha no ramo do webdesign, os padrões são uma óptima notícia uma vez que no futuro não será necessário ter preocupações com browsers que não seguem as regras e que quebram os layouts. Actualmente, uma boa parte do tempo de um webdesigner é perdida a implementar hacks e workaround para corrigir os bugs dos browsers que não seguem esses padrões.
Quanto ao design de interação e arquitetura, temos hoje mais certezas do que dúvidas? O que nos falta pesquisar e estudar?
Há sempre algo novo. A cada dia que passa surgem novas tecnologias. Quando se pensava que o design de arquitectura de informação já estava bem definido para um website em HTML, surgiu o Flash, que permite uma maior interactividade com o utilizador. Depois disso surgiu o AJAX como novos paradigmas, dúvidas e possibilidades de estudo. E decerto no futuro irá surgir outra tecnologia melhor e com novos desafios. Nunca poderemos ficar parados.
Quais são as boas e as más notícias para o futudo do design?
As boas notícias são sem dúvida os webstandards que irão facilitar em muito o trabalho dos webdesigners que irão ter tempo para trabalhar nos pormenores (importantíssimos) em vez de estarem a implementar hacks. As más notícias são que, sempre que surge uma nova tecnologia, ela é usada abusivamente para tudo e mais alguma coisa, sem que traga nenhum benefício. Basta ver os exemplos do Flash e do AJAX nas suas fases iniciais em que se usavam essas tecnologias para tudo (sem que houvesse nenhuma razão para tal) em detrimento do HTML que na maior parte das vezes até é capaz de desempenhar melhor algumas das tarefas feitas em Flash ou AJAX.
O Ajax, para a usabilidade, ajuda ou atrapalha?
Dependendo da forma como for implementado pode ajudar ou pode atrapalhar. O exemplo do Google Reader demonstra claramente uma boa forma de implementar o AJAX. As funcionalidades implementadas melhoram a interacção e são úteis. No entanto há casos em que são desenvolvidas determinadas funcionalidades em AJAX e que só complicam a vida ao utilizador em vez de a facilitarem. Normalmente há coisas feitas em AJAX (e também em outras tecnologias) que não fazem sentido nenhum e seriam muito mais fáceis de usar se fossem concebidas usando HTML simples. No entanto usam-se essas novas tecnologias para se estar na moda, e quem perde é o utilizador.
Para quem está começando na área, quais são suas sugestões quanto a boas fontes de informação e práticas? Qual e o caminho a percorrer?
Ler. Existem centenas de blogs sobre usabilidade, webstandards, acessibilidade, etc… É com base nas informações daí provenientes que conseguimos acompanhar o passo das novidades. Saber como é que eles fizeram o site X, quais os estudos que desenvolveram no site Y, etc… Tudo isso ajuda a perceber o que se faz por aí e podemos aproveitar algumas das ideias para implementar nos nossos projectos.
Depois é só pesquisar sobre as metodologias associadas a cada prática e tentar implementar.
Praticando várias vezes conseguimos chegar à perfeição e muitas vezes desenvolver as nossas próprias técnicas de recolha de informação (com base em experiências anteriores).
Que softwares, tanto no desenvolvimento quanto no backend das aplicações, você usa com mais freqüência nos seus trabalhos, que você recomenda?
Actualmente uso o OmniGraffle para desenhar os wireframes, o Fireworks para o design de maquetes e o TextMate para o desenvolvimento web. Quanto a gestores de conteúdos costumo usar o WordPress uma vez que é uma solução fácil de usar e de personalizar para os websites dos nossos clientes e também para o blog pessoal.
Conteúdo da série: Usabilidade Web
- Usabilidade Web: Rafael Dourado fala sobre acessibilidade
- Usabilidade Web: Adriano Macedo, do TK82C à TV Digital (parte 1)
- Usabilidade Web: Adriano Macedo, do TK82C à TV Digital (parte 2)
- Frederick van Amstel: “a maior dificuldade são os orçamentos”
- Para Ivo Gomes, usabilidade é essencial em qualquer projeto










