Até pela questão do tempo, resolvi analisar a situação dos times cearenses na Série B somente após a partida do Ceará, no sábado. Começarei exatamente pelo alvinegro, até para deixar as coisas ruins para o fim.

O Vozão tem o que lamentar no empate deste sábado em Natal. No primeiro tempo, os torcedores tiveram até o que comemorar, pois, naquele momento, terminar empatando em 1 a 1 era vantajoso, já que o ABC pressionara, fizera 1 a 0 e o goleiro Bonan ainda fora expulso.
Na segunda etapa, o ABC também teve seu jogador expulso e o time de Lula foi para cima, marcando duas vezes. A vitória estava perto, mas acabou não acontecendo. O gostinho de frustração se deu ainda maior pois o Ceará esteve muito próximo de sua primeira vitória fora de casa, o que, além dos três pontos, daria muita moral à equipe. O empate gerou bate-boca entre alguns jogadores, irritados com o excesso de preciosismo dos companheiros.
De bom, fica o fato do Ceará ter conseguido fazer uma boa partida longe de casa. Na terça, o Vozão recebe o Criciúma, que fora goleado em casa na última rodada. Ótima chance para vencer e ganhar moral para o Clássico-Rei de sábado que vem. No meio da tabela, o Ceará está quatro pontos abaixo do G4, e três acima do Fortaleza, primeira time da zona de rebaixamento.
Não era a zona que os tricolores sonhavam

No caso do tricolor, o buraco é mais embaixo. Desde o início da competição sonhando com a zona de acesso, o Leão dorme agora na 17ª colocação, na zona do rebaixamento.
Em campo, o Leão mostrou evolução em relação à péssima partida contra o ABC. A equipe dominou o jogo, perdeu uma série de gols, saiu na frente (após perder até pênalti), mas acabou cedendo a virada ao Vila Nova.
A derrota deixa a equipe com apenas nove pontos em nove jogos. Um aproveitamento pífio para uma equipe que, com três rodadas, ostentava a vice-liderança. São seis jogos sem vitória, os dois últimos sob o comando de Barbieri.
O clube dá sinais de crise financeira (o que dificulta a vinda dos reforços pedidos por Heriberto e agora Barbieri), a torcida não confia no time e na diretoria, não se fazendo presente como de costume e, para piorar, Rômulo pode ir embora. E agora, José?
O momento é delicado. A equipe carece de peças, principalmente no setor defensivo e ofensivo. Com Fábio Oliveira fora (até quando?), a equipe não tem uma referência na frente. Rômulo corre, se mata, mas não é um artilheiro de ofício. Léo Jaime foi a única coisa boa do jogo, mostrando que não combina com o banco de suplentes. Lúcio e Mazinho Lima? Faço minha a pergunta de 9 entre 10 torcedores tricolores: - O que eles ainda fazem no clube? O tricolor volta a campo também na terça, quando encara o América, em Natal. São dois nordestinos na zona da degola. Que fase!