Archive for the ‘Tecnologia’ Category

A Primeira Câmera Digital

Quinta-feira, Maio 8th, 2008

Ah os anos 70… a década em que o primeiro filme da série “Star Wars” foi lançado. Uma época em que o corte de cabelo “Black Power” fazia o maior sucesso; quando no rádio tocava “Staying Alive” sem parar e “Dancing Days” batia recordes de audiência no horário nobre da TV. Foi também nos 70’s que a primeira câmera digital surgiu.

Em 1975, a Kodak, lançou o primeiro protótipo de uma câmera digital. Era um enorme e feio objeto que usava fitas cassete para registrar as fotografias, que levavam intermináveis 23 segundos para gravar uma simples imagem.

As fotos eram todas em preto e branco e só podiam ser visualizada com uma espécis de reprodutor de cassetes acoplado a uma televisão. Não há dúvida porque esta câmera não se popularizou.

Via: Geeks Are Sexy

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Na Venezuela, viver debaixo da ponte não é tão ruim quanto parece

Terça-feira, Maio 6th, 2008

Veja a foto:

Se fosse uma parabólica eu até entendia, você viaja pelo sertão nordestino e vê moradias bem humildes com uma parabólica no telhado, é uma paisagem super comum, a televisão ainda é uma das maiores diversões nas bandas de lá, ter uma imagem de qualidade faz a diferença. Já em Caracas, capital da Venezuela, a coisa anda de vento em popa, fruto do chavismo. Lá, parabólica é coisa de pobre pouco antenado, moradores de rua que vivem debaixo dos viadutos tem TV por assinatura (Direct TV).

Caracas! E eu que nem tenho uma parabólica aqui em casa… vou voltar pro meu sertão, ou vou pra terra do Chavinho.

Via Esquizopedia, blog venezuelano, que viu a foto no Caracas Chronicles.

Compare Preços de:
DVD, filmes, livros, celulares, notebooks, câmeras, jogos, PS3

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A NASA e Sua Vida

Terça-feira, Maio 6th, 2008

Não é novidade que muitas coisas que usamos no nosso dia-a-dia resultam de anos de pesquisas nos laboratórios da NASA. Um exemplo? O velcro. Esse material aderente foi desenvolvido ainda quando a corrida espacial dava os primeiros passos. Os pesquisadores tentavam descobrir uma forma de prender determinados objetos dentro das naves espaciais para que não se soltassem em ambiente de gravidade zero. O velcro foi a solução encontrada e hoje está presente em nossas vidas. Mas há muito mais coisas em sua casa e nas nossas cidades que foram desenvolvidas pela poderosa Agência Espacial Americana sem que a maioria de nós perceba. O resultado de tudo isso está no novo site NASA @ Home and City, que mostra o impacto das pesquisas espaciais em nossas vidas. Clique aqui e veja. No mínimo você vai se surpreender.

Via: Digg

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Spam, Ano 30

Sábado, Maio 3rd, 2008

E eu pensando que “spam” era coisa nova. Há 30 anos a primeira propaganda eletrônica foi enviada para 393 usuários da antiga Arpanet (veja o print-screen acima). O autor da mensagem foi Gary Thuerk, funcionário da empresa Digital Equipment Corporation (DEC). A mensagem foi enviada no dia 03 de Maio de 1978 para usuários de uma rede de computadores gerida pelo governo americano e que, anos depois, se transformou na internet.

O lixo virtual via correio eletrônico se sofisticou com o creescimento da rede e hoje lota nossas caixas de entrada de mensagens com propagandas que prometem desde a melhora da performance sexual ao ganho fácil de verdadeiras fortunas. Tudo papo furado que só serve mesmo para encher nossa paciência.

Nem mesmo os filtros anti-spam conseguem nos manter longe desta praga virtual. Estima-se que atualmente, cerca de 120 bilhões de “spams” são enviados diariamente. Segundo estudos, até 90% dos e-mails são de propagandas enviadas em massa.

E tudo isso começou com esta mensagem.

Via: G1

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Shutdown Day

Sexta-feira, Maio 2nd, 2008

Já observaram como nos últimos anos tem aparecido dia para tudo. O Dia da Terra, o dia sem compras, o dia das lojas de discos, o dia internacional dos blogs… e a lista vai longe, sem contar os dias já tradicionais marcados no calendário, como o do trabalho (ontem), das mãs, dos pais, das crianças… enfim, tem dia pra tudo. Inclusive para desligar tudo também. E esse dia é amanhã!

Neste sábado acontece o “2nd annual global Shutdown Day”. Precisa traduzir? Bem, os organizadores sugerem que as pessoas que vivem ligadas a seus computadores e outros gadgets desliguem tudo por 24 horas e aproveitem o dia, de preferência fora de casa. Aqui, se fizer sol, a sugestão é ir à praia.

Os organizadores do evento, que surgiu em Toronto, no Canadá, afirmam que o uso indiscriminado desses equipamentos está produzindo um efeito negativo na sociedade. No ano passado 50 mil pessoas prometeram desligar seus equipamentos eletrônicos. Se você quiser se desligar também, é só entrar no site oficial do evento e informar sua opção por um dia off line.

Via: Yahoo News

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Hoje é dia do RSS, merecedor de amor profundo

Quinta-feira, Maio 1st, 2008

RSS Awareness DayNada mais apropriado para o Dia do Trabalho do que falar sobre ferramentas que poupam trabalho, caso do RSS.

Costumo defender que depois do e-mail e da World Wide Web, o RSS foi o grande pulo do gato, o plus ultra da produtividade e da portabilidade de informações. É um pouco de exagero, mais importante para o desenvolvimento da web do que o RSS, foram e são os sites pornográficos, estes sim, verdadeiros vetores de popularização da virtualidade. Mas a realidade é que com essa pecinha-chave, não preciso visitar mais site nenhum na vida; de alguns deles, não conheço sequer o layout, já que tudo está em um único lugar, no meu leitor de RSS.

É com ele que também posso acompanhar além de sites, pessoas, o dia-a-dia de uma boa dezena delas que considero relevantes profissional ou pessoalmente, pelo Friendfeed ou Linkedin. Com ele, tudo o que eu publico, seja um novo texto no blog, um novo link no del.icio.us, um site compartilhado no shared items do Google Reader e tantas outras fontes, ganha o mundo, pouco preciso divulgar ou sair por aí enviando newsletters, mensagens de MSN (”tio, lê aqui meu texto novo”), cartinhas e notinhas porque o RSS dá asas ao que produzo.

De um lado, tudo o que é publicado chega a mim, de outro, tudo o que publico chega a quem interessa, sem perda de tempo, sem idas e vindas em sites desatualizados, direto, simples, cômodo e rápido. Para usar, um guia prático em vídeo. Nada melhor que desenhos.

Se você não usa, tá bom de renovar seus conceitos, se seu site não tem, ele não vale a pena (tá, de novo, exagero meu, muitos sites pornográficos ainda não têm RSS).

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A Última Fronteira

Sábado, Abril 26th, 2008

A Virgin Galactic já escolheu a sua segunda base de operações aqui na Terra. Vai funcionar na remota Kiruna, uma cidade da Suécia de apenas 18 mil habitantes, próxima do Pólo Norte e conhecida por seu imenso hotel de gelo.

A outra base da empresa, que vai operar vôos civis para além da atmosfera terrestre, vai funcionar no Novo México, nos Estados Unidos. A cidade sueca foi escolhida por já ter uma base de lançamento de foguetes, um bom aeroporto e boa infra-estrtura para receber turistas. Será o ponto de partida dos vôos que decolarão da Europa rumo ao espaço.

Até o momento a Virgin Galactic informa que já recebeu reservas de 250 pessoas de 30 países diferentes. 80 já estão em treinamento para embarcar nos primeiros vôos que devem partir entre 2010 e 2011. A empresa informa que 85 mil pessoas já mostraram interesse na viagem.

Por tanto, se você tem 200 mil dólares sobrando na conta bancária das Ilhas Caimã, pode fazer sua reserva aqui. Bon Voyage!

Via: Wired Blog

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NetBeans Day em Fortaleza, dia 14 de Abril

Sexta-feira, Abril 11th, 2008

NetBeans Day em FortalezaAcontece na próxima segunda-feira o NetBeans Day aqui em Fortaleza, no prédio da Biblioteca Central do Campus do Pici da Federal do Ceará. Quem vai estar por lá é o camarada Silveira Neto, uma das atrações junto com o evangelista Gregg Sporar.

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Admirável Mundo Novo

Segunda-feira, Abril 7th, 2008

O Japão sempre foi famoso pela tecnologia. Claro que a cultura milenar e os costumes exóticos do país também deram fama à chamada “terra do sol nascente”. Mas a tecnologia tem se firmado, ao longo dos anos, como o grande potencial daquele país asiático.

A última dos japoneses parece coisa de ficção científica. Você acredita que os usuários de uma operadora de telefonia móvel de lá vão poder fazer “download” de perfumes? Isso mesmo, além de música, vídeos e acesso à internet em banda larguísssima, agora os caras receberão suas fragrâncias preferidas via telefone móvel.

Duvida? Então clique aqui e veja que, em se tratando de futuro, os japas estão anos luz à frente do resto da humanidade.

Via: Reuters

A tecnologia kitsch

Segunda-feira, Março 31st, 2008

Quando vi a Rolleiflex MiniDigi, uma câmera digital com o mesmo design da antigona Rolleiflex, pensei logo que era “legalzinha” para concluir em cinco minutos que na verdade é kitsch, faz parte daquele grupo de objetos sem personalidade, imitações baratas e de baixa qualidade, cópias de mau gosto de um estilo consagrado. É ou não? Tecnologia, assim como arte, também por ser assim. É o caso. (Via inovaVOX).

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Todoist é um divisor de águas na organização de qualquer pessoa

Quinta-feira, Março 27th, 2008

O Todoist é o tipo de serviço que depois de usar a primeira vez não dá para lembrar como se vivia sem ele. Nada mais que uma lista de tarefas a fazer, o costumeiro todo, a listinha tão conhecida de quem sai para fazer supermercado, mas agora aplicada a todos os aspectos da vida.

O pulo do gato do Todoist, quando comparado a serviços similares como o Remember the Milk, é o “menos é mais”, a simplicidade de uma lista em papel com as facilidades da web. Enquanto o segundo tem tantas funções que fazem do que seria simples, elaborar uma lista de tarefas, mais uma perda de tempo com idas e vindas, e configura isso e configura aquilo, e instala um trocinho aqui, outro ali, o Todoist é direto, clean, organizado, calculado para ser simples e portanto eficiente.

Além do básico do básico, tarefas por datas e prazos e separação por projeto (ou atividade, cabe a lista de supermercado lá sem problema), o serviço tem uma versão paga mais elaborada, com maior integração com outros sites, como Gmail. Útil, simples, eficiente, entrou no meu grupo de indispensáveis, junto com o Google Reader.

Para Ivo Gomes, usabilidade é essencial em qualquer projeto

Quarta-feira, Março 26th, 2008

Consultor de Usabilidade, Ivo GomesNa última entrevista da série sobre usablidade web, conversei por e-mail com o consultor em usabilidade Ivo Gomes, que escreve em seu blog especificamente sobre o assunto.

A entrevista demorou a ser respondida, mas valeu a pena. Nela Ivo traça o perfil do mercado de design para web em Portugal, as tendências que ele percebe como mais significativas, erros e acertos comuns no meio, o relacionamento entre profissionais e clientes e ao final dá dicas para quem deseja se especializar em usabilidade, interação e arquitetura da informação.

As entrevistas anteriores podem ser lidas (algumas ouvidas) na página índice ou pelos links no final deste post.

Quais são hoje as tendências no design para web?

Do meu ponto de vista, cada vez mais a tendência é para agradar ao utilizador, ou seja, proporcionar uma boa experiência de navegação. A cada dia que passa, as preocupações com a usabilidade e acessibilidade são maiores, no entanto, isso por enquanto só acontece em alguns websites que têm uma expressão mais mundial. Todas as referências que tenho de webdesign actualmente são de designers que se preocupam em ter um “layout clean” e simples, seguindo os webstandards e as regras de usabilidade. Mas no dia a dia, vemos também “nascer” websites que são uma aberração completa, com mentalidade dos anos 90 em pleno século XXI.

Por isso, eu penso que, apesar da tendência ser a de termos algo cada vez mais simples e intuitivo (e também apelativo, do tipo Web 2.0), ainda existem muitos webdesigners que não estão a acompanhar essa tendência, preocupando-se simplesmente com o aspecto gráfico (nem sempre bem conseguido) e que desleixam completamente a componente de usabilidade e experiência do utilizador (já para não falar da acessibilidade).

As regras, ou como muitos gostam de considerar, recomendações de usabilidade (Nielsen, tableless, os três cliques, textos curtos, etc.) engessam o processo na criação de sites ou servem apenas como guias que podem ou não, a depender do caso, ser colocadas de lado?

Se já existir um processo consolidado de implementação dessas regras desde o início, os projectos demoram exactamente o mesmo tempo a desenvolver. Actualmente na empresa onde trabalho todos os projectos tentam seguir essas guidelines. Tentamos implementar ao máximo as regras básicas de usabilidade (não só as heurísticas de Nielsen, mas também um conjunto de outras boas práticas) e desenvolvemos sempre segundo os webstandards. Quanto aos conteúdos, normalmente são da responsabilidade do cliente, mas é dada sempre uma formação para que eles percebam que a informação também tem que ser usável, mas nem sempre os clientes seguem essas recomendações. Aquilo que é mais normal colocar de lado é um estudo prévio da arquitectura de informação. Este estudo é importante para melhorar o acesso à informação e tornar a navegabilidade mais intuitiva, mas este sim, acarreta mais custos para o cliente, que nem sempre está disposto a pagar. Normalmente o cliente quer um website novo e pronto, de preferência o mais rápido possível. No entanto, felizmente também temos clientes que preferem fazer um estudo prévio de contexto e de utilização para depois ser desenvolvido um produto de qualidade que corresponda às reais necessidades dos utilizadores. No entanto, a maior parte destes clientes apenas percebeu essa necessidade porque já tiveram más experiências anteriores em que foram implementadas ferramentas sem ser feita a análise junto dos seus utilizadores.

Como consultor na área de usabilidade, quais são atualmente as dificuldades que você enfrenta? É difícil fazer a o equilibrio entre os desejos dos clientes e as necessidades dos usuários?

Tal como falei na resposta anterior, muitos clientes não querem saber do utilizador final. Basta que tenham um website novo e bonito e que funcione no seu Internet Explorer 6. Infelizmente na maior parte das vezes temos que explicar que um website deve ser algo que possa ser utilizado por todos, independentemente da plataforma, browser ou incapacidade física. Normalmente conseguimos convencê-los, mas muitas vezes os orçamentos não chegam para tudo e optam por uma solução mais simples (sem estudos prévios) ou por outra empresa que lhes implemente um website com código dos anos 90 )

Felizmente, nos casos em que foram feitos estudos prévios, os resultados foram sempre bastante positivos, com aumentos de produtividade (em aplicações internas; intranets; etc) e de aumento de visitas e retorno financeiro (em websites).

Quais são os padrões mínimos que você destacaria para se fazer um site mais usável?

Algumas coisas básicas tais como conseguir destacar os links do texto sem ter que mover o rato por cima deles é essencial; manter a consistência do layout em todas as páginas; não inundar a página com informação e links (o espaço em branco permite “respirar”); não ter animações inúteis e ir directo à informação. Seguindo estas poucas regras conseguiríamos melhorar substancialmente a usabilidade da maior parte dos websites em todo o mundo.

Que sites você poderia citar como bons exemplos de design e quais você citaria como exemplos de “não faça assim”?

Convém dizer que para mim, como consultor de usabilidade e não como webdesigner, gosto de websites que sejam ao mesmo tempo agradáveis mas principalmente que sejam funcionais. Como exemplos temos o Flickr (exemplo clássico de usabilidade e facilidade de uso); o Google Maps (toda a interacção está genial); o website do meu banco MillenniumBCP (já experimentei vários bancos online e nenhum é tão fácil de usar ou tão fácil de encontrar a informação da minha conta como este. Todo o desenvolvimento do MillenniumBCP online foi feito com estudos de usabilidade); o Google Reader (a facilidade de uso fez-me mudar de uma aplicação de desktop para esta aplicação webbased em que é ainda mais fácil navegar usando atalhos de teclado); entre outros…

Quanto a websites com maus exemplos, normalmente apago-os da memória e não os uso )

Como está o mercado em Portugal quanto à design para web?

Em Portugal, como no resto do mundo, existem dois tipos de webdesigners: os que estão a par das novidades e que desenvolvem (ou pelo menos tentam desenvolver) seguindo os webstandards e com preocupações de usabilidade; e aqueles que não querem saber e que continuam a usar o Frontpage (ou o Dreamweaver nos mais “avançados”) para criar os seus websites.

Felizmente, ultimamente tem-se visto uma mudança e nos novos websites já se começa a notar que houve uma certa preocupação com o utilizador, no entanto ainda se vêm algumas aberrações como por exemplo o novo website do jornal Record.pt (pode ser usado como mau exemplo na pergunta acima) que não funcionava (até há bem pouco tempo) no Safari e tem um aspecto mais parecido com um wireframe do que com um website final.

No período em que você tem se dedicado à consultoria de usabilidade, o que você sentiu de evolução na área?

Quando comecei, a usabilidade era algo considerado um extra no projecto. Quando um cliente queria desenvolver algo, nós dizíamos que por mais X€ teria também a componente de usabilidade.

Actualmente, a usabilidade faz parte de todos os projectos e muitas vezes são os próprios clientes que indicam como requisito que é necessário ter uma componente de usabilidade. Nesse ponto de vista, a evolução foi boa porque já não é preciso sermos nós a convencer os clientes de que a usabilidade é necessária porque a maior parte deles já sabe que sim.

Quais são os pontos mais polêmicos, que assuntos abordados no seu blog, geralmente fazem com que seus leitores se mobilizem mais nos comentários, quais são hoje os pontos de discordância entre quem trabalha no ramo?

Penso que quando são apontados erros de usabilidade num website bastante conhecido e utilizado por muitas pessoas, há mais comentários. Isto porque normalmente são erros muito fáceis de corrigir e as pessoas ficam indignadas de como é possível um website tão popular ter um erro tão básico e tão simples de corrigir e não fazer nada em relação a isso.

No cenário em que você trabalha, os profissionais estão preocupados com os padrões web ou ainda há muita relutância em aceitá-los?

Onde eu trabalho tenho a sorte de ter todos os profissionais conscientes de que a usabilidade é um factor essencial em qualquer projecto. Assim é frequente virem ter comigo para eu dar sugestões sobre como disponibilizar a informação em certas páginas, como colocar a navegação, etc… Além disso, todos os projectos desenvolvidos por nós passam sempre numa fase inicial pelo departamento de usabilidade e têm um acompanhamento quase constante.

Os padrões vieram para ficar?

Sim, até a própria Microsoft está a desenvolver o Internet Explorer 8 que, se tudo correr como o previsto, irá suportar os padrões web de forma correcta. Para quem trabalha no ramo do webdesign, os padrões são uma óptima notícia uma vez que no futuro não será necessário ter preocupações com browsers que não seguem as regras e que quebram os layouts. Actualmente, uma boa parte do tempo de um webdesigner é perdida a implementar hacks e workaround para corrigir os bugs dos browsers que não seguem esses padrões.

Quanto ao design de interação e arquitetura, temos hoje mais certezas do que dúvidas? O que nos falta pesquisar e estudar?

Há sempre algo novo. A cada dia que passa surgem novas tecnologias. Quando se pensava que o design de arquitectura de informação já estava bem definido para um website em HTML, surgiu o Flash, que permite uma maior interactividade com o utilizador. Depois disso surgiu o AJAX como novos paradigmas, dúvidas e possibilidades de estudo. E decerto no futuro irá surgir outra tecnologia melhor e com novos desafios. Nunca poderemos ficar parados.

Quais são as boas e as más notícias para o futudo do design?

As boas notícias são sem dúvida os webstandards que irão facilitar em muito o trabalho dos webdesigners que irão ter tempo para trabalhar nos pormenores (importantíssimos) em vez de estarem a implementar hacks. As más notícias são que, sempre que surge uma nova tecnologia, ela é usada abusivamente para tudo e mais alguma coisa, sem que traga nenhum benefício. Basta ver os exemplos do Flash e do AJAX nas suas fases iniciais em que se usavam essas tecnologias para tudo (sem que houvesse nenhuma razão para tal) em detrimento do HTML que na maior parte das vezes até é capaz de desempenhar melhor algumas das tarefas feitas em Flash ou AJAX.

O Ajax, para a usabilidade, ajuda ou atrapalha?

Dependendo da forma como for implementado pode ajudar ou pode atrapalhar. O exemplo do Google Reader demonstra claramente uma boa forma de implementar o AJAX. As funcionalidades implementadas melhoram a interacção e são úteis. No entanto há casos em que são desenvolvidas determinadas funcionalidades em AJAX e que só complicam a vida ao utilizador em vez de a facilitarem. Normalmente há coisas feitas em AJAX (e também em outras tecnologias) que não fazem sentido nenhum e seriam muito mais fáceis de usar se fossem concebidas usando HTML simples. No entanto usam-se essas novas tecnologias para se estar na moda, e quem perde é o utilizador.

Para quem está começando na área, quais são suas sugestões quanto a boas fontes de informação e práticas? Qual e o caminho a percorrer?

Ler. Existem centenas de blogs sobre usabilidade, webstandards, acessibilidade, etc… É com base nas informações daí provenientes que conseguimos acompanhar o passo das novidades. Saber como é que eles fizeram o site X, quais os estudos que desenvolveram no site Y, etc… Tudo isso ajuda a perceber o que se faz por aí e podemos aproveitar algumas das ideias para implementar nos nossos projectos.
Depois é só pesquisar sobre as metodologias associadas a cada prática e tentar implementar.

Praticando várias vezes conseguimos chegar à perfeição e muitas vezes desenvolver as nossas próprias técnicas de recolha de informação (com base em experiências anteriores).

Que softwares, tanto no desenvolvimento quanto no backend das aplicações, você usa com mais freqüência nos seus trabalhos, que você recomenda?

Actualmente uso o OmniGraffle para desenhar os wireframes, o Fireworks para o design de maquetes e o TextMate para o desenvolvimento web. Quanto a gestores de conteúdos costumo usar o WordPress uma vez que é uma solução fácil de usar e de personalizar para os websites dos nossos clientes e também para o blog pessoal.

Conteúdo da série: Usabilidade Web

  1. Usabilidade Web: Rafael Dourado fala sobre acessibilidade
  2. Usabilidade Web: Adriano Macedo, do TK82C à TV Digital (parte 1)
  3. Usabilidade Web: Adriano Macedo, do TK82C à TV Digital (parte 2)
  4. Frederick van Amstel: “a maior dificuldade são os orçamentos”
  5. Para Ivo Gomes, usabilidade é essencial em qualquer projeto

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BlogBackupr precisa de mais banda e transparência

Sábado, Março 22nd, 2008

Logo do BlogBackupr

A proposta do BlogBackupr é maravilhosa, fazer pelo blogueiro o que deve ser feito regularmente, backups de posts e arquivos. Funciona com WordPress, tanto em sua versão hosted quanto a .com, e Blogger.

Não ficou claro para mim o que o dono do empreendimento, Jonas Lejon, ganha por armazenar até 100 megas de mídia gratuitamente e cópias diárias de quantos blogs cada usuário tiver (talvez cobrar por espaço extra no futuro?), o que me deixa um tanto desconfiado quanto à qualidade do serviço. De quebra, minha experiência com ele não foi a ideal.

Testei o backup em um blog temporário e funciona perfeitamente… mas apenas quando consegui acesso, o que demorou. O site caiu diversas vezes ou simplesmente não logava.

O site peca ainda por gerar uma senha automaticamente e não permitir mudá-la e pela absoluta falta de uma página de ajuda mais detalhada, que explique procedimentos e eventuais riscos (ex.: uma vez que um blog é cadastrado, como descadastrá-lo?; uma vez um blog cadastrado, como mudar suas configurações?).

O BlogBackupr ainda está em fase beta, o que significa que novos usuários não devem considerá-lo, ainda, uma alternativa viável para guardar cópias dos seus blogs - que devem ser feitas sempre, de preferência pelo próprio servidor contratado (usuários Blogger infelizmente têm soluções pouco ortodoxas) -, mas promete, desde que melhore um pouco a banda e preencha melhor certas lacunas.

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Utilidades do Lar

Terça-feira, Março 11th, 2008

Adoradores de Mac não se separam de suas máquinas nem mesmo quando elas ficam, digamos, obsoletas. Mac’s antigos já foram usados para os mais diversos fins, como escorar a porta, por exemplo. Vale tudo para não deixar o adorado Mac, depois de velho, ir parar em um depósito de lixo. Este na foto acima foi convertido em porta papel higiênico. Aqui um tutorial ensina a fazer a conversão.

Via: Engadget

O negócio agora é ser pré-beta

Terça-feira, Março 11th, 2008

Pre-beta do FriendFeedFeed

Houve um tempo em que os sites estavam sempre em construção, com gifs animados ridídulos (já para a época) como aviso de que erros poderiam acontecer, depois vieram os betas, com o Google e o seu Gmail como maior expoente, e agora inventaram o pré-beta, caso do FriendFeedFeed, um agregador de vida online ainda a ser lançado. Mais alguns anos e teremos apenas esboços de idéias como start ups, não é preciso executar, a idéia já é o suficiente.

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Internet Explorer 8 pronto para download

Quarta-feira, Março 5th, 2008

Internet Explorer 8

É um beta e promessa de avanços, como a tão esperada por todos os desenvolvedores compatilbilidade com os padrões web. Será que finalmente o Internet Explorer vai mostrar a internet como ela realmente é? O programa vem em versões para todos os modelos de Windows em atividade e trás novidades ainda não presentes no Firefox, como habilidade de lidar com algumas redes sociais de forma integrada. O programa passou no Acid2, o mais temido teste de programação para navegadores web. Hoje é dia de usar o Windows em casa.

Leia mais em BlogueIsso!.

Internet Explorer 8 pronto para download

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Como mudar um blog WordPress de servidor e não perder tráfego de links

Sexta-feira, Fevereiro 29th, 2008

Desculpem-me os leitores que não gostam dos posts técnicos, sei que existem, mas uma das regras que gosto de seguir é se aprendo algo, compartilho por aqui.

Nos últimos dias, com o BlogueIsso! Blogs, tenho lidado como nunca com códigos e máquinas no que elas têm de mais chato, comandos, o que vem rendendo menos posts e boas horas de aprendizado. Uma das tarefas mais árduas foi mudar blogs de servidores e reorganizar estruturas e lógicas de navegação interna. O objetivo deste post é falar sobre o primeiro problema.

Mudar um blog WordPress de servidor é relativamente simples e o Codex tem um ótimo passo-a-passo sobre como fazer, não é o objetivo repeti-lo aqui. Algumas pessoas enfrentam erros na codificação do blog, o texto fica com a acentuação um tanto maluca, o Rodrigo Ghedin, no Como migrar seu blog para outro servidor, tem a solução. Este último problema enfrentei apenas na minha primeira mudança, na versão 2.0.4 do WP e de lá até aqui, nunca vi acontecer novamente à exceção do Inovavox, que precisou ser consertado “manualmente”.

Mudança e codificação ficam cobertas pelos dois artigos citados, mas eu tinha problemas mais específicos e todos refletiam minha necessidade dos links em outros blogs e sites não resultarem em erro 404 ou chegar a uma página diferente da linkada, ou seja, os links deveriam chegar ao lugar certo.

Qual era o problema?

  • eu precisava mudar este blog de blogueisso.com para blog.blogueisso.com;
  • mudar o BlogueIsso! Blogs (B!Blogs) que estava em blogueisso.net para blogueisso.com;
  • não perder os links enviados para blogueisso.com, internos ou externos.

Complicações: a nova instalação do B!Blogs, também WP, criaria uma estrutura de permalink que poderia gerar erro em links arquivados em outros sites. Vejam, eu não estava preocupado com indexação de mecanismos de busca, rapidamente atualizada com sitemaps no Webmaster Tools, ou resolvida com um redirecionamento 301 geral do site, impossível de fazer neste caso já que haveria um outro blog na mesma url, ou seja, um redireciomanento completo resolveria o problema do blog.blogueisso.com mas inviabilizaria a criação de um novo em blogueisso.com.

Em suma, eu precisava de duas soluções:

  1. alterar os links internos no banco de dados onde blogueisso.com se tornasse blog.blogueisso.com;
  2. redirecionar cada permalink, digamos “2008/02/titulodopost” do blogueisso.com para o blog.blogueisso.com.

Meu medo maior estava na segunda solução. Então, ao passo-a-passo:

1º Passo: mudar o blog de servidor

O Codex cobre.

2º Passo: corrigindo problemas de acentuação

Artigo no BlogAjuda cobre. Isso, claro, se houver algum problema com a acentuação.

3º Passo: mudando links internos

Todos os links para blogueisso.com devem se transformar em blog.blogueisso.com dentro da BD do blogueisso.com. Uma solução é abrir no bloco de notas ou qualquer outro editor de textos o .sql de backup e fazer as substituições, mas fiz de uma maneira que me pareceu mais rápida, via phpMyAdmin.

Abri a base e na aba SQL executei três comandos:

Para mudar a URL do blog, é o mesmo que usar a aba “Opções” no Painel de Controle (Dashboard).

UPDATE wp_options SET option_value = replace(option_value, 'http://blogueisso.com', 'http://blog.blogueisso.com') WHERE option_name = 'home' OR option_name = 'siteurl';

Mudar as URLs dos posts guardadas com identificações únicas na tabela wp_posts:

UPDATE wp_posts SET guid = replace(guid, 'http://blogueisso.com','http://blog.blogueisso.com');

Mudas as URLs no conteúdo de todos os posts:

UPDATE wp_posts SET post_content = replace(post_content, 'http://blogueisso.com', 'http://blog.blogueisso.com');

Pronto, internamente o problema está resolvido. Uma observação, eu nunca usei o “www” para fazer links internos, por isso não usei o “www.blogueisso.com” como texto a ser substituído. Se você usa, deve colocá-lo nas substituições acima.

Esta dica veio do My Digital Life.

4º Passo: redirecionar links antigos para o novo endereço…

… e permitir que uma nova instalação do WordPress funcione. Essa era a parte complicada e eu tinha algumas opções: criar um novo blog em blog.blogueisso.com e manter meu arquivo em blogueisso.com, eu não queria aceitar essa idéia (é tudo meu! é tudo meu!); instalar o BlogueIsso! Blogs em um diretório, como /blog, o que seria colocar em segundo plano um projeto maior em detrimento de um blog pessoal; esquecer tudo, deixar para lá e ir à praia; ou… fazer o que eu queria, direcionar link por link, mais de mil posts, via .htacess.

Mas antes de passar seis meses mexendo com redirecionamento 301, descobri Jamie e o plugin Redirection (a comunidade do WP é uma mãe). Nele você cria regras baseadas em sua estrutura de permalink para redirecionar todo o tráfego de um ponto à outro. O plugin deve ser instalado no blog que substituirá o antigo e as regras são criadas com regex. Funciona lindamente.

Qualquer dúvida, perguntas e respostas nos comentários.


Creative Commons License photo credit: ryancboren

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Como mudar um blog WordPress de servidor e não perder tráfego de links

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